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RATINGS UNIFICADOS DO C.X.C Planilhas atualizadas: FEVEREIRO/2012

LIVE RATINGS !!

 

 

AVISO

Senhoras e senhores, a partir de 2012 haverão algumas mudanças no cálculo do rating interno do CXC, e que aproveito para trazer ao conhecimento de todos:

1. Somente partidas envolvendo ao menos um jogador com rating serão relevantes para o cálculo de rating;
2. Deixa de existir o recálculo, ou seja, jogadores com rating deixam de ganhar ou perder pontos ao enfrentar jogadores não rateados;
3. O rating continua a ser publicado mensalmente, razão pela qual jogadores que completarem o número mínimo de partidas em um dado mês terão computadas todas as partidas do mês na fórmula de rating inicial;
4. O rating inicial deixa de ser calculado após duas participações em torneios CXC, e passa a depender da realização de, ao menos, nove partidas contra jogadores rateados.
5. Para o cálculo do rating inicial, não haverá número mínimo de partidas por torneio (“bloco”) nem se exigirá pontuação mínima.
6. A fórmula para o cálculo do rating inicial passa a ser: Ri = Rm x 50 (P – N/2), onde Ri = rating inicial, Rm = rating médio, P = pontos efetuados e N = número de partidas.
7. A variação de rating, que decorre de partidas entre dois oponentes rateados, continua a ser calculada partida a partida, com base na fórmula V = k x (P – Pe), onde V = variação, k = constante (atualmente sempre igual a 15), P = pontuação na partida, Pe = pontuação esperada (obtida a partir de uma tabela de pontuação esperada antiga da CBX, a qual uso até hoje).
8. No cálculo de variação do rating, a barreira de proteção contra ratings baixos passa de 300 pontos para 400 pontos.

Essas regras passam a valer imediatamente e ficarão em teste até 31/03/2012. Sugestões para seu aperfeiçoamento são bem vindas, mas, caso aceitas, só entrarão em vigor em 01/04/2012. As regras vigentes em 01/04/2012 valerão para todo o restante do ano e só serão passíveis de alteração em 01/01/2013, ou antes, caso constatada alguma falha grave que comprometa a estabilidade ou a confiabilidade do sistema, a critério da diretoria.

Comentários: embora o rating interno do clube seja um dos grandes baratos para os participantes dos torneios, estou tentando torná-lo matematicamente mais adequado. Para isso, não basta copiar os modelos existentes (FIDE, CBX), mas há necessidade de se considerar características especiais da nossa realidade, como a quantidade de participantes e de torneios, a disparidade entre o maior e o menor rating, para adaptá-los. E nunca é demais lembrar que essa adequação é um processo, ou seja, demanda constante acompanhamento a fim de identificar a necessidade de ajustes nas regras.
Penso que nossa base atual já está madura, ou seja, já conta com jogadores suficientes para que se possa abandonar o recálculo (operação na qual se calcula o rating performance de um atleta sem rating para, considerando uma partida contra oponente já rateado, calcular variação de rating para este) e também para que somente partidas contra jogadores rateados entrem na composição dos ratings novos.
Exemplificando as mudanças: no sistema anterior, um jogador não rateado que fizesse cem por cento dos pontos disputados em dois torneios teria como rating inicial 200 pontos acima do rating médio, independentemente do número de partidas – essa era uma imperfeição do sistema. Com a nova fórmula, um jogador que faça cem por cento dos pontos em nove partidas ganhará 225 pontos acima do rating médio, sendo 25 pontos a cada 0,5 ponto acima da média. A mesma lógica se aplica para baixo (25 pontos abaixo do rating médio para cada derrota). Ainda, no sistema anterior todas as partidas eram consideradas (se jogadas contra jogadores sem rating, considerava-se que este tinha 1800 pontos), ao passo que agora somente serão consideradas partidas contra jogadores rateados, o que deve aumentar a estabilidade do rating inicial.
Quanto à barreira de proteção contra ratings baixos: em um primeiro momento, havia sido implementada em 300 pontos, de modo que o atleta com mais rating nunca precisaria fazer mais de 85% de performance. Ocorre que, a partir do momento em que o cálculo passou a ser partida a partida e não mais por torneio (ano passado), essa proteção se revelou demasiada, pois o jogador com mais rating podia ganhar 2,3 pontos jogando com alguém, digamos, com 600 pontos a menos. Houve casos em que um jogador enfrentou somente adversários com mais de 300 pontos de diferença em um torneio e ganhou 11,5 pontos de rating… Com a mudança para 400 pontos, nas mesmas condições seriam ganhos apenas 1,2 pontos por partida e, em cinco partidas, 6 pontos. Uma diferença em relação à FIDE é que a barreira não se aplica no sentido inverso, isto é, considera-se a diferença real do ponto de vista do jogador com menos rating.
Um ponto em que não consegui chegar a conclusão alguma é no que tange à constante de cálculo para variação do rating. Atualmente, ela é igual a 15, o que significa dizer que um jogador já rateado pode ganhar ou perder 15 pontos de rating a cada ponto a mais ou a menos que o “esperado” (para quem não sabe, a pontuação esperada é calculada com base em uma tabela – eu utilizo uma antiga da CBX – que apresenta um percentual que se espera que um jogador obtenha dos pontos em disputa com base na diferença de rating entre ele e seu oponente). Porém, os vários sistemas existentes contam com constantes distintas para jogadores com mais que um determinado rating ou que tem rating há pouco tempo. É algo a se pensar, embora eu preveja algumas dificuldades para controlar isso.

No aguardo de vossas considerações.


Adwilhans Souza
Diretor Técnico do Clube de Xadrez de Curitiba

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